Imunoinformática e desenvolvimento de vacinas

A imunoinformática é uma nova área de pesquisa que utiliza ferramentas de bioinformática para estudar, simular e prever, etapas e mecanismos envolvidos na resposta imune. Este núcleo de pesquisa em bioinformática, criado pelo laboratório de Imunogenética e coordenado pelos bolsistas de Pós-Doutorado (PNPD) Gustavo Fioravanti Vieira e Marialva Sinigaglia, tem como foco de estudo os mecanismos imunes realizados em resposta à infecções virais e a identificação de possíveis padrões presentes em epitopos que possam ser reconhecidos como alvos virais.

Em 2009 o grupo teve um projeto aprovado no “Grand Challenges Explorations” da fundação Bill & Melinda Gates, tendo recebido um auxílio de U$ 100.000 dólares para desenvolver a pesquisa. Este projeto, intitulado "Large-Scale MHC:Epitope Analysis for Vaccine Development", guia as pesquisas do grupo e levanta a possibilidade da identificação de padrões na apresentação de peptídeos virais, os quais poderiam ser aplicados no desenvolvimento de vacinas antivirais de amplo espectro.

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Publicado o artigo do CrossTope!


Foi disponibilizado nesta semana no PubMed o artigo do banco de dados CrossTope. O trabalho foi publicado na Revista Database (Oxford Journals), podendo ser acessado na íntegra de forma gratuita. Este artigo oficializa a existência do banco de dados que é o principal resultado do projeto financiado pela Fundação Bill & Melinda Gates, conforme apresentado em uma postagem anterior deste blog. O site do repositório está online desde 2010, permitindo acesso a imagens de topologia e distribuição de cargas, manipulação e download de estruturas no formato PDB, bem como a comparação online de complexos pMHC. Também são fornecidos links para outros bancos, contendo informações completas sobre o peptídeo e sobre o alelo de MHC envolvidos em cada complexo. A imagem acima apresenta o logo original do banco, que foi posteriormente modificado para a versão online.

O artigo retoma o processo de montagem de complexos segundo a técnica desenvolvida pelo NBLI (D1-EM-D2), a qual é apresentada de forma simplificada na Figura 1 do paper. Esta metodologia é utilizada para a inclusão no banco de complexos pMHC que ainda não possuem uma estrutura tridimensional determinada por Cristalografia de Raio-X ou Ressonância Magnética Nuclear. O trabalho descreve ainda os critérios de inclusão de complexos no banco e todos os passos da curagem da informação que será disponibilizada (Figura 3 do artigo).

O grupo trabalha agora no desenvolvimento de ferramentas que serão posteriormente incluídas no site do Crosstope, permitindo a montagem e a análise de complexos de forma simples, rápida e automatizada.

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